Adolescentes e contraceptivos – Doctissimo

Embora atualmente muitos centros educacionais fornecem palestras de educação sexual em que se tratam estes temas é importante que os adolescentes saibam que podem falar com seus pais, sexualidade e um dos pontos essenciais para que exista esse tipo de relação é que os pais se sintam suficientemente seguros em seus conhecimentos.

Existem vários livros sobre sexualidade adolescente e específicos sobre métodos contraceptivos, o que os pais podem recorrer, também é uma boa ideia consultar um especialista em sexualidade, que lhes ensine algumas diretrizes e resolva possíveis dúvidas.

Chaves quando você fala de uma paciente com seus filhos

Há alguns pontos importantes que você não deve esquecer, se você quiser falar de métodos contraceptivos com seus filhos adolescentes.

  • Está na idade de primeiras experiências. As pesquisas indicam que a média de idade para perder a virgindade é de 16 anos, mas tenha em conta que antes do primeiro coito, há muitas outras primeiras experiências. Tu lhe vês como o teu bebé, mas é possível que seja sexualmente ativo.
  • Confidencialidade. É um grande passo para um adolescente abrir-se sobre estes assuntos com seus pais e um dos principais medos que têm é que o que se possa sair de lá. Nunca comenta sobre o que te diga com mais ninguém, nem mesmo com outros membros da família e asegúrale que assim o farão.
  • Cuida a linguagem. Você pode começar falando de contraceptivos e a perguntar que método recomendaria a um amigo e porque em vez de pode forçar a respeito de sua vida pessoal. Lembre-se que o objetivo desta conversa é prevenir problemas e não tirar informações de seu filho/a.
  • Não dê informações falsas. Utiliza livros ou recorrer a profissionais para obter toda a informação possível. Se surgirem dúvidas que não se pode resolver voce pode procurar a informação juntos. Também não des informações falsas com o objetivo de colocá-lo de medo e impedir que tenha relacionamento, ele vai perceber e não vai voltar a confiar em ti.
  • Deriva profissionais. Dale recursos de endereços e telefones de centros de planejamento familiar, ginecologistas ou terapeutas sexuais. O seu acompanhamento se necessário, mas não o impongas.
  • Apoia o teu filho/a. Uma vez dada a informação e os recursos apoia o seu filho/a com a sua decisão, é importante que você observe que você está lá, se algo falhar. Confia ele/ela.

Contraceptivos adequados para adolescentes

Dentro da vasta oferta de contraceptivos há alguns que são mais adequados para os adolescentes.

O mais recomendado é o preservativo (masculino e feminino), sobretudo porque a estas idades não tendem a ter relacionamentos estáveis ou duradouras. É importante que saibam como colocar e onde salvá-lo. Uma boa opção é ter preservativos no kit de casa que possam ter acesso, se assim o desejarem, mas isso depende de cada família.

Se já tem uma relação estável, os contraceptivos hormonais são uma boa opção devido à sua alta eficácia. Embora a pílula é a mais utilizada, o anel e o patch são mais fáceis de usar; não se esquecem com o que tem menos bugs. Se você tem uma filha adolescente leve-a ao ginecologista para uma revisão completa, respeita sua decisão e a sua intimidade, deixando-a entrar sozinha à consulta e usar o contraceptivo que melhor lhe convier.

Não esqueça das DST

Sempre dá a sensação de que o maior perigo dos adolescentes é a gravidez não desejada, mas o certo é que as taxas de doenças de transmissão sexual na população menor de 20 anos crescem a cada dia.

É importante que meninos e meninas aprendam a examinar seu corpo, seus órgãos genitais, para a detecção precoce de problemas, não só de ETS, mas de possíveis irritações ou infecções que também podem adquirir sem ter relações sexuais.

Como em qualquer doença ajuda muito que o jovem tenha a confiança de recorrer a seus pais para que levem ao especialista. Eliminar tabus sobre sexualidade e DST favorecerá essa confiança.

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